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Foto: Cláudia Maria de Rezende Travassos

Cláudia Maria de Rezende Travassos

Pós-doutora pela Universidade de Michigan, EUA, a pesquisadora Cláudia Travassos há anos trabalha com sistemas de informação em saúde. Desde 1996, atua no Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde - Icict, unidade que desenvolve estratégias e executa ações para ampliar o campo da comunicação e informação científica em saúde e para fortalecer a política de acesso livre no Brasil. A pesquisa, o ensino e os serviços do Icict estão direcionados para aprimorar o Sistema Único de Saúde - SUS e ampliar cooperações internacionais com a Organização Mundial de Saúde, e a Organização Pan-Americana de Saúde, além de investir em parcerias com o Ministério da Saúde de Angola e instituições acadêmicas no exterior.

Como começou sua carreira na Fiocruz?

Trabalho na Fiocruz desde 1979. Fui contratada inicialmente para trabalhar como médica no Centro de Saúde Escola Germano Sinval Faria da Escola Nacional de Saúde Pública. Nessa época, meu trabalho voltou-se inteiramente para o projeto de reorganização da Residência em Saúde Pública e Medicina Social em conjunto com outros professores da ENSP: Tizuko Shiraiwa, Sherrine Maria Njaine Borges, Jurema Pureza Valente, Paulo Buss, Paulo Barata, Fernando Laender, Eduardo Maranhão, entre outros. Essa foi uma inesquecível experiência que marcou a vida de todos nós, jovens professores, e de nossos recém-formados residentes.

Qual o seu trajeto na pesquisa?

Em 1982, recebi o título de mestre em Saúde Coletiva pelo Instituto de Medicina Social da UERJ. Na dissertação de mestrado, tive o privilégio de ser orientada pelo Prof. Hésio Cordeiro. Em 1983, fui para o Departamento de Administração e Planejamento em Saúde - DAPS - a convite do Prof. Mário Hamilton e do Departamento. Nessa época, o DAPS era chefiado pelo Professor Sérgio Arouca. No DAPS, iniciei minha vida de pesquisadora na área de "Investigação em Serviços de Saúde", tendo como mestres os Professores Mário Hamilton e Adolpho Chorny, além dos meus novos colegas de departamento. Fui Chefe do DAPS em 1998 e 2004 e, enquanto estive vinculada ao DAPS, fiz o doutorado na London School of Economics da Universidade de Londres. No doutorado, fui novamente privilegiada pela orientação do professor Brian Abel-Smith. No período em que estive vinculada ao DAPS me envolvi em vários projetos institucionais da ENSP, entre eles o projeto de reorganização do Mestrado e Doutorado em Saúde Pública, sob a liderança da Professora Cecília Minayo.

E quando iniciou sua inserção no ICICT?

Em 1996. Há anos envolvida com sistemas de informação em saúde e engajada na idéia de estimular a realização de um novo inquérito nacional de saúde no Brasil, procurei o Professor Francisco Viacava, Chefe do então Departamento de Informações em Saúde (DIS), atual Laboratório de Informações em Saúde (LIS), do então Centro de Informações Científicas e Tecnológicas (Cict), hoje Icict, com intuito de trabalhar com os pesquisadores do DIS. Fui cedida temporariamente para o DIS, onde fui muita bem recebida - em particular, por nossa secretária Marizete Zanine. Alguns anos mais tarde fui transferida.  A mudança para o DIS/Cict foi mais uma mudança extremamente rica que me deu experiência profissional em áreas que nunca havia trabalhado e teve grande impacto positivo na minha produção acadêmica. Ter me transferido para o DIS/Cict não representou uma ruptura com meus vínculos com a ENSP.  

Então continua atuando também na Ensp...

Mantive e mantenho atividades em parceria com pesquisadores do DAPS, atuo como editora associada dos Cadernos de Saúde Pública, projeto de que tenho grande orgulho de fazer parte, e como membro do Colégio de Doutores. A minha mudança de Unidade na Fiocruz não representou uma troca, mas uma extensão de meu campo de ação na Saúde Pública.  

Como observa a atuação do novo ministro da Saúde, também pesquisador da Fundação?

A condução ao Ministério da Saúde do pesquisador da Fiocruz Dr. José Gomes Temporão - companheiro de trabalho no DAPS e amigo que ganhei na vida profissional - faz os sanitaristas sentirem-se mais do que nunca representados na condução da política de saúde no Brasil. Com Temporão no Ministério, temos a certeza de que os princípios que orientam o SUS serão os princípios que pautarão suas ações. Temporão já mostrou ser corajoso na defesa dos interesses da melhoria da saúde dos brasileiros, conhecedor experiente do sistema de saúde - de suas mazelas e seus entraves, perspicaz no desvendar dos nós críticos do sistema de saúde e inovador na política. Temporão leva consigo o comprometimento, a experiência e o conhecimento da Saúde Pública brasileira, pois nela tem as suas raízes, que estão fincadas na Ensp/Fiocruz.

Entrevista publicada em 05.06.2007 - Foto: Paulo Rodino

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