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O que há de mais importante na Fiocruz Adicionar o RSS

Foto: Paulo Abílio Varella

Paulo Abílio Varella

O veterinário Paulo Abílio é chefe do Serviço de Hemocomponentes e Derivados de Animais de Grande Porte do Centro de Criação de Animais de Laboratório (Cecal), desde 2006. Nesta entrevista ele fala sobre seu trabalho e a importância da Fiocruz em sua vida.

Há quanto tempo você está na Fiocruz?

Entrei aqui na Fiocruz no concurso de 2006.

Você sempre trabalhou no mesmo setor?

Sim. Eu entrei para assumir a chefia do Serviço de Hemocomponentes e Derivados de Animais de Grande Porte, onde estou até hoje. 

Quais são as principais atividades do serviço que você chefia?

Nós criamos e mantemos animais de médio e grande porte. Temos cavalos, ovelhas e cabras, machos e fêmeas. Atualmente são cerca de 50 animais. Nós fornecemos sangue destes animais para laboratórios de toda a Fiocruz, e eventualmente vendemos ou estabelecemos parcerias com outras instituições. 

A coleta de sangue é semanal, nós fornecemos em recipientes esterilizados, de acordo com as especificações do laboratório. Aqui nós também fazemos a coleta de sangue de outros animais criados no Cecal, como camundongos e coelhos. 
 
E quais são os maiores desafios neste trabalho?

O maior desafio é a equipe pequena, para uma demanda grande. Nosso serviço está no meio do caminho entre o administrativo e a pesquisa, então temos que manter sempre o serviço funcionando, buscando dar um salto de qualidade a cada ano, estando sempre motivado para uma meta nova. Para isso, é preciso administrar bem o orçamento, que nem sempre é o que a gente gostaria. 

Como sou chefe do serviço, eu tenho que coordenar as ações práticas, inclusive atuando nas ações, tenho que ser uma espécie de mini-núcleo de RH, exercer função de gestor, administração. Procuro sempre olhar transversalmente, para que possamos desempenhar o melhor trabalho possível
 
Você tem idéia de quais pesquisas são feitas com o sangue que vocês fornecem?

Bom, nós fornecemos para uma infinidade de pesquisas diferentes, em todas as unidades. O sangue das cabras, por exemplo, é utilizado por Biomanguinhos na produção dos kits de teste rápido, como o do HIV, Dengue, entre outros.  


Podemos observar que nas paredes há vários trabalhos publicados pelos profissionais que trabalham aqui. Vocês atuam de alguma forma com a pesquisa?

Publicar trabalhos é uma meta pessoal, que eu estimulo os trabalhadores a fazerem. Isso é um meio tanto de disponibilizarmos dados e práticas que desenvolvemos aqui para que outras pessoas possam aprender com isso, quanto dos trabalhadores crescerem e aprenderem. É também um meio para alguém que entra aqui, como você ou a minha chefia por exemplo, possa conhecer melhor nosso trabalho além do que se vê. 

A publicação de trabalhos é importante principalmente para os terceirizados, pois isso pode fazer diferença mais pra frente, em um concurso. Eu sempre incentivo os trabalhadores a escreverem, ajudo na montagem do trabalho, que normalmente sai com o nome de todos nós do serviço. 

Como servidor público, de que forma você vê a importância do seu trabalho para a Fiocruz e como ele se reflete na sociedade?

Sei que o trabalho que começa aqui, nos animais criados e mantidos pela minha equipe, passa por uma série de processos e se desenvolve até que em algum momento, vai poder contribuir de forma significativa com mudanças na qualidade de vida da população. Seja por vacinas, kits ou materiais de aula. E isto faz toda diferença, pois para mim, ser servidor da Fiocruz é ter a possibilidade de trabalhar para mudar efetivamente a vida das pessoas.
 
O que significa a Fiocruz para você?

A minha história com a Fiocruz começou muito antes de eu entrar aqui, quando meu filho, que hoje tem 14 anos, foi diagnosticado ainda na barrida com problemas na coluna. Na época, o médico que estava acompanhando a gravidez nos abandonou, e soubemos que nosso filho tinha grandes chances de desenvolver sérios problemas de limitação de movimentos.

Foi então que, por intermédio de conhecidos, eu fui para o IFF, onde meu filho foi operado com 14 dias de vida. Hoje ele é totalmente saudável, sem nenhum problema. A Fiocruz fez a diferença na vida do meu filho.

Eu acho que a Fiocruz pode fazer a diferença na vida de uma pessoa, assim como fez para o meu filho, e isso é muito importante. Acho que você contribuir para mudar a vida de uma pessoa é algo que não tem preço. Acredito que indiretamente, o trabalho desenvolvido por cada um aqui dentro contribui para resultados como este lá na ponta. Só de pensar que o sangue da cabra está ajudando numa pesquisa que pode fazer a diferença entre a vida e a morte de uma pessoa, isso é muito gratificante. 

Acredito que foi por isso tudo que a Fiocruz fez por mim que eu passei no concurso, para trabalhar aqui como uma forma de retribuir com o meu trabalho.

Entrevista publicada em 28.05.2010 - Foto: Comunicação/Direh

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