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Foto: Cristiano Lara Massara

Cristiano Lara Massara

Cristiano está na Fiocruz desde 1979 e sua dedicação e carinho ao trabalho têm contribuído bastante para o desenvolvimento científico da Instituição.

Qual a sua formação?
Sou Biólogo, formado pela PUC Minas. Defendi meu mestrado em Parasitologia, em 1988, na UFMG e meu doutorado em 2005 em Biologia Parasitaria pelo IOC.


Há quanto tempo está na Fiocruz?
 Trabalho na Fiocruz desde 1979, portanto há 31 anos.


Já atuou em outras unidades além do Centro de Pesquisa René Rachou (CPqRR)?

Não. Sempre trabalhei no Laboratório de Helmintologia e Malacologia Médica do CPqRR.


Conte-nos um pouco sobre o CPqRR.

O Centro de Pesquisas René Rachou (CPqRR) é a unidade Regional da FIOCRUZ em Belo Horizonte, juntamente com o Posto Avançado Emmanuel Dias, na cidade de Bambuí. A nossa estrutura organizacional, é composta por 14 Laboratórios, pelo Núcleo de Apoio Técnico-Científico e o Departamento Administrativo. Nos Laboratórios são estudadas doenças de importância para saúde pública do Brasil, como a Doença de Chagas, a Esquistossomose, as Leishmanioses, a Malária  e as Helmintoses Intestinais, em seus diversos aspectos (biologia, diagnóstico, imunologia, terapêutica, clínica, fisiologia, epidemiologia e controle), tanto do ponto de vista do parasito quanto de seus vetores e hospedeiros.


Quais atividades são desenvolvidas no CPqRR?
Além do que já foi citado, a nossa missão é gerar, adaptar e transferir conhecimento científico e tecnologia em saúde e dar apoio estratégico ao Sistema Único de Saúde, pelas atividades integradas de pesquisa, formação de recursos humanos e prestação de serviços, contribuindo para promover a saúde da população. São também estudadas a epidemiologia do envelhecimento, do comportamento de risco e ocupacional. Temos, ainda, o Serviço de Referência em Leishmanioses, em Doença de Chagas e em Esquistossomose. Nosso Centro mantém intercâmbio e colaborações nas áreas de pesquisa e ensino com diversas instituições nacionais e internacionais.


Fale um pouco sobre as suas funções dentro da CPqRR:
Sempre trabalhei com epidemiologia e controle das helmintoses, principalmente da esquistossomose. Depois da defesa do meu doutorado fizemos uma colaboração importante com o Laboratório de Educação em Saúde e Ambiente do CPqRR e tenho trabalhado também na área de Educação em Saúde.


Conte-nos um pouco sobre esse trabalho na área de Educação em Saúde.

Tenho empenhado muito na elaboração de material educativo/informativo para esquistossomose. A nossa equipe já produziu duas cartilhas texto (“Os caminhos da esquistossomose dentro do nosso corpo” e “Os caminhos da esquistossomose no meio ambiente”, outra com jogos e brincadeiras “X Tudo”, para ser utilizada como ferramenta para fixação de conteúdo. Essas cartilhas podem ser baixadas em pide.cpqrr.fiocruz.br (PIDE - Programa Integrado de Esquistossomose). Montamos também um teatro de fantoches com a peça “O X na Xistose”. Já fizemos várias apresentações em Congressos e reuniões científicas. Uma cartilha sobre helmintos intestinais “Conhecendo as verminoses intestinais” também foi feita pela nossa equipe.  Todo o material foi produzido numa linguagem simples e cientificamente correta e tem como público alvo escolares e equipe de saúde das áreas endêmicas.
 
Tem alguma publicação? Se sim, cite duas ou três.

Tenho 43 publicações em revistas nacionais e internacionais e três capítulos de livros, dentre as publicações, cito:


    MASSARA, C. L. ; Amaral G.L ; CALDEIRA, R. L. ; DRUMMOND, S. C. ; ENK, M. J. ; CARVALHO, O. S. . Esquistossomose em área de ecoturismo do Estado de Minas Gerais. Cadernos de Saúde Pública (FIOCRUZ) , v. 24, p. 1709-1712, 2008.


    MASSARA, C. L. ; Peixoto, S.W.V. ; ENK, M. J. ; BARROS, H. S. ; CARVALHO, O. S. ; SAKURAI, E. ; SCHALL, V. T. . Evaluation of an improved approach using residences of Schistosomiasis-positive school children to identify carriers in an area of low endemicity. Am J Trop Med Hyg, v. 74, n. 3, p. 495-499, 2006.


E o capítulo de livro:
SILVA, A. V.  MASSARA, C. L.;.. Ascaris lumbricoides. In: David Pereira Neves. (Org.). Parasitologia Humana. São Paulo: Atheneu, 2005, v. XI, p. 253-259.

Link para a visualização do currículo Lattes.

Qual o maior desafio do seu trabalho?
Para mim, trabalhar nesta área sempre foi um prazer. Mas como todo trabalho, o meu também tem os seus desafios e o principal deles tem sido conseguir financiamentos.


O que a Fiocruz representa para você?
A Fiocruz é uma instituição de grande importância no cenário científico mundial, pois tem um quadro de pessoas que trabalha com qualidade, competência e dedicação. Fazer parte desse quadro que representa tantas contribuições para a sociedade, na área da saúde, do ensino e do desenvolvimento científico e tecnológico é motivo de alegria e orgulho para mim.

Entrevista publicada em 07.01.2011 - Foto:

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