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Foto: Maria Célia Delduque

Maria Célia Delduque

A Diretoria Regional de Brasília - Direb representa a Fiocruz junto aos poderes da União, organismos nacionais e internacionais, e contribui para a consolidação do SUS, por meio da formação de quadros estratégicos, do desenvolvimento e difusão de conhecimentos e tecnologias inovadoras, em cooperação interna e externa, que respondam às necessidades da gestão da saúde, nos âmbitos federal e regional. Há 12 anos, Maria Célia Delduque acompanha o crescimento dessa diretoria.

Qual sua formação profissional?

A minha formação profissional é em Direito. Especializei-me em Direito Sanitário em vista de meu íntimo vínculo com a saúde pública.

Trabalha há quantos anos na Fiocruz?

Estou na Fiocruz Brasília desde 1995, portanto há 12 anos. Vivenciei muitos momentos e tive o privilégio de acompanhar pari passu o crescimento da Direb, desde os tempos em que era apenas Coreb e funcionava em uma salinha no anexo do Ministério da Saúde, até os dias de hoje em que reivindica para si o reconhecimento de uma Diretoria Regional com atuação no Centro-oeste e  do Núcleo Federal de Ensino.

Em que área?

Hoje coordeno um Programa de Direito Sanitário com mais três advogados formados na área, mas já funcionei muito tempo na Administração da Fiocruz Brasilia, quando ainda éramos um núcleo pequeno. Estar hoje na Direb, com a bagagem cultural determinada por sua localização, me torna apta a determinar os rumos que o Programa de Direito Sanitário deve privilegiar e quais os resultados devo esperar. O Centro-Oeste é diferente de todo o resto do Brasil e não estou falando apenas no aspecto biótico, mas da formação desta região, a criação da cidade sede da capital e do grupo humano que aqui habita. É diferente do resto do Brasil, o modo de determinar-se, e conhecer este pormenor dá uma enorme vantagem na escolha de estratégias e na tomada de decisão.

Sempre trabalhou em Brasília?

Sempre. Antes da Direb, fui servidora do CNPq. Trabalhei com Celina Roitman na Superintendência das Ciências da Vida  que abrigava os processos de bolsa e de pesquisa na área da saúde. Nesta época eu já conhecia a Fiocruz e um grupo grande de pesquisadores renomados da Fiocruz, por intermédio de seus trabalhos financiados pelo CNPq. Quando a Dra.Celina Roitman recebeu a incumbência do então presidente da Fiocruz, Dr. Carlos Morel, para chefiar a então Coreb, ela me convidou para vir com ela. Depois de algum tempo trabalhando como cedida, optei em transferir-me para a instituição.

Qual a importância dessa diretoria em Brasília?

Acredito que sempre teve uma importância muito grande para a sede institucional no Rio de Janeiro. Estar na capital da República é estar próximo ao centro nervoso das decisões políticas do país e esta localização privilegiada da Direb, além de ser estratégica, possui também uma dimensão simbólica que às vezes é esquecida.

Como vem sendo o crescimento da atuação da Direb ai?

Crescer sempre traz alegrias mas também inseguranças e dor. Crescer não é algo ruim, muito ao contrário, crescer com uma condução adequada é prenúncio de experimentar a etapa da maturidade com mais certezas e segurança. Acho que a atual direção está plenamente apta a conduzir a Direb a esse salto de qualidade funcional com  serenidade e competência que se requer para levar a Unidade ao seu destino de ser a Fiocruz no Centro-Oeste.

A proximidade física com o Ministério da Saúde vem a proporcionar que tipos de parcerias?

Creio tratar-se mais que proximidade com o Ministério da Saúde. Nós somos Ministério da Saúde! Tanto isso é verdade que a Fiocruz Brasilia funciona dentro das instalações físicas do Ministério. Acho que como órgão da administração indireta do MS temos muito a contribuir para a formulação das políticas na área da saúde, temos uma expertise extremamente útil aos dirigentes ministeriais.

Como define a Fiocruz pra você?

Tenho muito orgulho de pertencer aos quadros dessa centenária instituição. As pessoas me cumprimentam quando sabem que sou servidora da Fiocruz. Em um momento de crise institucional, em que toda a hora a gente lê nos jornais os escândalos de corrupção, estar em uma instituição de respeitabilidade internacional em que a só menção de seu nome é motivo de respeito, para mim é tudo.

Entrevista publicada em 01.10.2007 - Foto: Comunicação/Direb

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