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Foto: Zina Maria Almeida de Azevedo

Zina Maria Almeida de Azevedo

O Instituto Fernandes Figueira, unidade técnico-científica da Fiocruz, destina-se a promover pesquisas relativas à criança, estudos e pesquisas biomédicas sobre maternidade, infância, adolescência e problemas sociais correlatos, e para desenvolver suas atividades conta com um quadro de cerca de de 1.200 trabalhadores. Chefe da Unidade de Pacientes Graves (UPG) do IFF, Dra. Zina Maria Almeida de Azevedo presta assistência aos pacientes internados e responde pelo treinamento de residentes em terapia intensiva e Pediatria. A seguir, ela nos conta sobre sua experiência profissional.

Qual é sua formação profissional e há quanto tempo trabalha na Fiocruz?

Sou formada há 28 anos pela Universidade Federal Fluminense (UFF), Mestre em Medicina e Doutora em Ciências pela Pós-Graduação em Saúde da Criança e da Mulher - IFF/FIOCRUZ, além de especialista em Terapia Intensiva Pediátrica. Na Fiocruz estou desde 1986. Participei diretamente da estruturação e organização da Unidade de Pacientes Graves desde o início, da qual fui chefe desde a sua inauguração, em 1987 até 1992, depois Chefe do Departamento de Pediatria (1992-2000), e novamente chefe da UPG, de 2000 até hoje.

Qual a importância dessa Unidade da Fiocruz para melhoria da saúde pública brasileira?

A importância é imensa. Ainda são muito poucos os leitos de Terapia Intensiva Pediátrica no Rio de Janeiro - apenas cinco Unidades (30 leitos). Sem falar na importância da UPG como centro de treinamento e empreendedora de Ensino e Pesquisa em Terapia Intensiva Pediátrica.

Como é sua experiência de cuidar de crianças tão graves? Passa por momentos profissionais muito difíceis?

A experiência de cuidar de crianças tão graves é ao mesmo tempo gratificante e angustiante. É gratificante porque as crianças têm grande probabilidade de recuperação e sabemos que a terapia intensiva tem os recursos humanos e tecnológicos que permitem esta sobrevivência. Um dos fatores que mais interfere no prognóstico é o estado clínico em que o paciente chega, muitas vezes agravado pela demora. Não obstante, a taxa de mortalidade da UPG é baixa comparada com outros serviços (10 a 15%). Quando, entretanto, não conseguimos devolver aquele pequeno ser ao seio familiar é muito triste. A sensação de impotência é um sentimento muito angustiante. Além disso, quando salvamos o paciente, mas este evolui com seqüelas, a mácula da doença acompanha não só a criança, mas também o médico e toda a sua equipe.

Um novo ministro da Saúde (José Gomes Temporão), que tem sua base nessa instituição centenária - Fiocruz, vai trazer um novo rumo para saúde pública?

Isso é o que todo brasileiro espera. Acredito na possibilidade do serviço público adquirir cada vez mais qualidade a partir do envolvimento e da valorização dos seus profissionais.

É importante destacar que precisamos de um Sistema de Saúde humano, eficiente, competente e socializado, atendendo a todos os cidadãos. Tento fazer do IFF uma célula desse sonho.


Entrevista publicada em 02.05.2007 - Foto: Paulo Rodino (Multimeios/ICICT)

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