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Foto: Célia Landamann Szwarcwald

Célia Landamann Szwarcwald

Pós-doutora em probabilidade e estatística pela Southern Methodist University (Texas, EUA), a pesquisadora Célia Landamann Szwarcwald atua no Icict. Há 31 anos na Fiocruz, compõe também o Conselho de doutores da pós-graduação da Ensp.

Qual a sua formação?
Graduação em matemática pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1973), mestrado em estatística e matemática - University of Rochester (1975), doutorado em saúde pública pela Fiocruz (1993) e pós-doutorado em probabilidade e estatística pela Southern Methodist University (1994).

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Desde 1977.

Já atuou em outras unidades?
Sim. Iniciei minha carreira na Ensp, onde trabalhei de 1977 a 1985. Após a criação do Cict (hoje, Icict) em 1985, trabalho como pesquisadora titular dessa unidade e faço parte do Conselho de doutores da pós-graduação da Ensp.

Fale um pouco sobre sua atuação nos projetos de pesquisa do Icict.

Na área de informações em saúde, desenvolvo projetos em três temas principais: mortalidade infantil, aids e inquéritos de saúde. Na área de mortalidade infantil, desenvolvo projetos para analisar a adequação das estatísticas vitais para o cálculo da mortalidade infantil e métodos de estimação desse indicador em municípios com informações precárias. Em relação à aids, temos vários projetos em parceria com o PN-DST e Aids, para coletar informações úteis para subsidiar políticas públicas de prevenção e controle da epidemia no Brasil. Com esse fim, desenvolvemos vários inquéritos populacionais sobre práticas relacionadas à infecção pelo vírus HIV e estimação de taxa de prevalência. Quanto aos inquéritos, destacamos a Pesquisa Mundial de Saúde, aplicada no Brasil em 2003 para avaliação do desempenho do sistema nacional de saúde.

Quais linhas de pesquisa desenvolve?

Aids, estatísticas vitais, indicadores de mortalidade, inquéritos de saúde e desigualdades sociais em saúde.

Como você vê a pesquisa da Fiocruz no contexto da saúde pública brasileira?
A pesquisa da Fiocruz é um retrato da instituição, que está sempre na vanguarda em todas as áreas que atua. Ressalto a recente constituição da Comissão Nacional sobre Determinantes Sociais da Saúde, que deverá contribuir para o desenvolvimento de políticas de saúde voltadas à diminuição das desigualdades sociais em saúde.

Quais as suas perspectivas na Fiocruz?
Como trabalho na Fiocruz há 31 anos, já poderia me aposentar. Porém, como estou conseguindo conciliar minha vida profissional com a de avó, não penso em parar de trabalhar. No momento, coordeno um projeto dirigido a investigar o comportamento e as práticas de risco relacionadas ao HIV entre as profissionais do sexo. Para o ano de 2009, solicitamos para o projeto um financiamento para realização de um inquérito nacional para investigação dos determinantes sociais das doenças cardiovasculares e diabetes.

Gostaria de destacar algum trabalho publicado?
Sim. Gostaria de destacar o artigo On the World Health Organisation's measurement of health inequalities, publicado na revista J Epidemiol Community Health, em 2002, que faz uma crítica à medida de desigualdade usada pela OMS no Relatório de 2000 e que foi usado como base para combater a metodologia da OMS utilizada para avaliação de desempenho dos sistemas de saúde. Gostaria também de destacar o suplemento dos Cadernos de Saúde Pública sobre a Pesquisa Mundial de Saúde, realizada em 2003 no Brasil. Finalmente, enfatizo o meu artigo mais recente, publicado no International Journal of Epidemiology, que mostra os avanços alcançados na notificação das informações vitais.

O que representa a Fiocruz para você?
Foi o meu berço profissional. Aqui construí minha carreira, aqui coordenei projetos, aqui desenvolvi minhas publicações. Pude estudar no Brasil e nos Estados Unidos, financiada pelo governo brasileiro, e sempre estimulada a me aperfeiçoar mais. Não somente isso - a Fiocruz sempre acreditou em mim e me deu toda e plena liberdade para representar a instituição, expondo resultados nacional e internacionalmente. De modo que a Fiocruz para mim é a minha vida profissional. Entrevista publicada em 14.11.2008 - Foto: Arquivo do Icict

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