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Foto: André Freire Furtado

André Freire Furtado

PhD em biologia da reprodução e em biologia molecular, André Freire Furtado atua como consultor científico no Departamento de Virologia e Terapia Experimental do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães (CPqAM/Pernambuco). Na unidade, já atuou como diretor, por sete anos, e no Departamento de Entomologia. Conta em seu currículo com a Ordem do Mérito Científico, homenagem concedida a pesquisadores pelo presidente da República.

Trabalha há quanto tempo na Fiocruz?
Há 24 anos.

Qual a sua formação?

Biólogo. Obtive o PhD em biologia da reprodução (neuroendocrinologia dos insetos) pela Université Pierre et Marie Curie, em Paris, e fiz um pós-doc em biologia molecular na Universidade de Aberdeen, na Escócia.

Quais as suas atividades no Departamento de Virologia e Terapia Experimental do CPqAM?
No momento, estou como consultor científico.

Já atuou em outras unidades da Fiocruz e/ou departamentos do CPqAM?
Fui diretor do CPqAM de 1986 a 1993. De 1994 a 2007, exerci minhas atividades no Departamento de Entomologia do CPqAM. A partir de janeiro de 2008, fui convidado para dar consultoria científica no Lavite, antigo Laboratório de Virologia e Terapia Experimental.

O que representou para você receber a Ordem do Mérito Científico?
Uma surpresa. Não esperava por esta honraria.

Quais os desafios em se desenvolver uma vacina tetravalente contra a dengue? Esse é o maior desafio em sua carreira?

O desenvolvimento de uma vacina tetravalente contra a dengue é um sonho de inúmeros grupos de pesquisa, inclusive no Brasil, e de importantes indústrias como a Glaxo SmithKline Biological, Acambis, SanofiPasteur, entre outras. Os desafios são enormes, considerando as peculiaridades deste vírus com seus quatro sorotipos. O maior desafio é saber que há entre 2,5 a 3 bilhões de pessoas, a metade da população do planeta, vivendo em países onde a dengue é endêmica. Como e onde encontrar recursos para produzir e aplicar múltiplas doses desta vacina  em uma população tão numerosa? Não sou virologista. Já vivi grandes desafios. É difícil ranqueá-los, qual o maior e qual o menor.

Em período de proliferação do Aedes aegypti, quais suas indicações para evitar o surto da doença?
Mosquitos só se reproduzem onde tem água. O abastecimento regular de água, sobretudo nas áreas mais populosas e onde vivem populações de baixo poder aquisitivo, é fundamental para evitar que as pessoas armazenem água em baldes ou reservatórios.
A eterna e já repetida necessidade de saneamento básico nas cidades; campanhas bem feitas de esclarecimento às pessoas de que elas próprias são responsáveis por sua saúde certamente contribuirão para diminuir os riscos de agravos no caso de surtos da doença.

Gostaria de destacar algum trabalho publicado?
Gostaria de citar não os papers publicados em periódicos, pois são os pares que julgam se eles são importantes ou não. Gostaria de citar os dois livros, abaixo, que durante vários anos foram utilizados nas universidades como livros didáticos nos cursos de medicina e das áreas biológicas, e que contribuíram de uma maneira inovadora, na época, para o ensino da biologia da genética e da evolução.
PESSOA, O. ; COUTINHO, A. LIMA, M.; FURTADO, A. F. Biologia Nordeste. 3. ed. Recife: Editora Universitária - UFPE, 1971. v. 1,2,3. 821 p.
COUTINHO, A.; FURTADO, A. F. Genética e Evolução. 1. ed. Recife: Editora Universitária - UFPE, 1973. v. 1 e 2. 325 p.

Quais suas metas na Fundação?
Fui aposentado pela compulsória em 2007.

O que é a Fiocruz para você?
A instituição que deve dar respostas rápidas e eficientes aos inúmeros problemas de saúde que afligem a população brasileira.
Entrevista publicada em 08.12.2008 - Foto: Arquivo do CPqAM

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