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O que há de mais importante na Fiocruz Adicionar o RSS

Foto: Álvaro Nascimento

Álvaro Nascimento

O jornalista Álvaro Nascimento atua na fiocruz desde 1986. Já trabalhou como editor do Projeto Radis e hoje é pesquisador da área de propaganda de medicamentos na Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp).

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Desde 1986, portanto há 23 anos, quando pedi demissão do jornal “O Globo” para vir trabalhar na Coordenadoria de Comunicação Social da Presidência da Fiocruz. Ali fiz não só uma opção profissional, mas de vida.
   
Qual a sua formação?
Sou graduado em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. Fiz dois cursos de Especialização: um sobre “Nova Ordem Informativa Internacional”, no Instituto Internacional de Periodismo José Martí, ministrado em conjunto com a Universidade de Havana, em Cuba e outro de “Informação em Saúde”, na Ensp. Mais recentemente, cursei o Mestrado, entre 2002 e 2003, e o Doutorado, entre 2004 e 2007, quando defendi minha tese, no Instituto de Medicina Social da Uerj.
 
Em qual setor você trabalha na Ensp? Quais as suas atividades?
Hoje trabalho no Departamento de Ciências Sociais, realizando basicamente duas atividades: pesquisa na área da regulação voltada para a qualidade da informação contida na propaganda de medicamentos, tema que foi objeto de minha pesquisa no Mestrado e no Doutorado. Além disso, sou responsável pela alimentação do sítio eletrônico do Centro Colaborador em Vigilância Sanitária, o Cecovisa, escrevendo sobre os diversos conteúdos que impactam o setor.  
 
Quais os principais desafios em seu trabalho? 
Além de analisar o modelo regulador da propaganda no Brasil e seu impacto nas políticas públicas voltadas para o uso correto do medicamento, um grande desafio é transformar o resultado dessas em alterações reais que impactem o dia-a-dia da população, hoje totalmente exposta à propaganda ilegal, abusiva e principalmente perigosa de produtos farmacêuticos. O desafio é superar o processo de captura das instituições ditas reguladoras pelos setores regulados fazendo com que passem a atuar mais preocupadas com a saúde pública e menos com a lógica de mercado.

Qual a importância do trabalho integrado entre a Comunicação e a Saúde? E quais seriam os principais desafios nesta  integração entre os dois campos?
Os últimos anos têm comprovado a enorme importância para as sociedades da integração entre comunicação e saúde. A incorporação, no âmbito dos processos comunicacionais, dos atores diretamente interessados nas mudanças, é elemento essencial à promoção das mudanças sociais. Esta concepção de saúde como um resultado das condições de vida da população,  historicamente defendida pelo movimento sanitário brasileiro, incorpora os atores diretamente interessados neste processo. Aí se localiza o grande desafio da integração entre os campos da comunicação e o da saúde, como formadores de consciência voltada para mudanças realmente estruturantes e que trarão efetivo e permanente impacto à qualidade de vida de nossa população.

Fale sobre seu trabalho em outros departamentos ou unidades.
Na CCS, durante a gestão Sérgio Arouca, passei a dividir o meu tempo como Editor do então Projeto Radis – Reunião, Análise e Difusão de Informação sobre Saúde, que mais tarde viraria um Programa permanente da Fiocruz. Logo fui obrigado a optar entre as duas tarefas e me decidi pelo Radis, onde permaneci por 14 anos. Depois de uma passagem rápida, já em 2001, pela assessoria, na época, da Vice-Presidência de Desenvolvimento Institucional e Informação, me reapresentei à Ensp, vindo trabalhar no Departamento de Ciências Sociais. Mais tarde, me inseri entre os profissionais do Centro Colaborador em Vigilância Sanitária, o Cecovisa/Ensp, onde permaneço como responsável pela alimentação de sua página eletrônica.
  
Quais experiências mais significativas na Fiocruz pode destacar? 
Em todos os setores e projetos em que trabalhei aprendi muito e tive, creio eu, oportunidades de exercer meu trabalho com ampla liberdade e autonomia, elementos fundamentais quando seu objeto é a comunicação e informação qualificadas e a saúde. Talvez pelo tempo de permanência no Radis, afinal foram 14 anos, tenha tido ali um espaço privilegiado para desenvolver meu trabalho. Mas para além das atividades profissionais, não posso deixar de citar, com orgulho, o período de dois anos, 1999-2000, em que tive o privilégio de ocupar a Direção Geral da Asfoc. Atuar em defesa dos interesses dos servidores e da própria Instituição foi uma experiência de enorme importância na minha relação com a Fiocruz.
 
Já fez algum curso de capacitação pela Instituição?
Considero que tanto os dois cursos de especialização, como o Mestrado e o Doutorado só foram possíveis graças às possibilidades que a Instituição me deu de me qualificar e capacitar. Não tenho nenhuma dúvida que eles foram alicerces essenciais para que conseguisse exercer de forma mais plena minhas atividades na Fiocruz.  
  
O que representa a Fiocruz para você?
Considero a Fiocruz como uma Instituição diretamente responsável não apenas pelo exercício pleno de minha profissão em benefício da sociedade, mas como tendo sido um espaço privilegiado de minha formação como cidadão. Aqui tive a oportunidade de trabalhar com os olhos voltados exclusivamente para o interesse maior da sociedade, liberto das pressões e interesses de mercado que determinam a atuação da imensa maioria dos jornalistas. Aqui pude também exercer de forma plena meu direito de manifestação e expressão como trabalhador. O que fez a Fiocruz ser respeitada e admirada, tanto por nós como pela população, é sua excelência científica somada a seu compromisso social, independente dos governos, já que somos uma Instituição de Estado. 

Entrevista publicada em 25.05.2009 - Foto: Arquivo Pessoal

Comentários (1)

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Sem foto EMILIA MARIA DE ANDRADE CORREIA em 28.10.2011 às 20:09
ENSP

Álvaro, Você e um exemplo de funcionário publico. Parabéns a todos que como você resistem as "ondas" de privatizaçao do sector publico. Saudações vascainas!

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