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O que há de mais importante na Fiocruz Adicionar o RSS

Foto: Eduardo Freese

Eduardo Freese

Eduardo Freese é diretor do Centro de Pesquisa Aggeu Magalhães - CPqAM – Fiocruz Pernambuco. Carioca de nascimento, está no Recife há mais de 30 anos e na Fundação desde 1985.

Há quanto tempo está na Fiocruz?
Iniciei minhas atividades na Fiocruz em Recife em 1985, coordenando, com o apoio de Paulo Buss, então vice-diretor da Ensp, o curso descentralizado de Saúde Pública da Ensp. Este havia sido interrompido por alguns anos em Pernambuco, durante o Regime Militar. Em 1987, na gestão de Sérgio Arouca, coordenei a criação e a implantação, em Recife, do Nesc, hoje Departamento de Saúde Coletiva da Fiocruz Pernambuco. 

Qual a sua formação?
Sou médico formado pela UFPE (1974), residente pela Unicamp (1975), especialista em Saúde Pública pela Esnp, mestre em Saúde Pública pelo Instituto de Medicina Social da UERJ (1980), doutorado pela Universidade de Madrid (Espanha/1994). Junto à sociedade civil organizada, sempre atuei em entidades como a Abrasco e o Cebes.  

Já atuou em outros departamentos ou unidades?
Além de docente e pesquisador do Departamento de Saúde Coletiva, o qual coordenei em duas gestões, atuei como coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde Pública e como vice-diretor de Ensino do IAM/Fiocruz PE.

Fale um pouco sobre as atividades desenvolvidas por você no CPqAM.
Atualmente, como diretor reeleito para o mandato de 2009-2013, tenho uma rotina que exige grande dedicação na área de gestão e desenvolvimento institucional. Entretanto, busco manter parte do tempo (“horas extras”), atuando na área de pesquisa e na orientação de alunos da pós-graduação, principalmente em avaliação de serviços de saúde e epidemiologia das doenças crônicas não transmissíveis.

Quais os principais desafios em seu trabalho?
Ampliar, a integração e o protagonismo do IAM nas áreas de pesquisa, ensino, desenvolvimento tecnológico e cooperação com os serviços de saúde do SUS, na região e nacionalmente. Outro objetivo é induzir e apoiar a cooperação internacional particularmente com países africanos da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, com a União Européia e com a América Latina. Dessa forma, e com outras iniciativas, como uma ampliação dos serviços e laboratórios de referência para o Ministério da Saúde, acredito que estamos preparando cada vez mais a Fiocruz Pernambuco para atuar, num futuro próximo, como instituição estratégica do Estado brasileiro em âmbito regional e nacional. 

Como pernambucano, fale um pouco sobre a importância do CPqAM para população do estado.
Na verdade, sou pernambucano por adoção, pois nasci no estado do Rio de Janeiro. Estou em Recife desde 1968, quando fiz o curso pré-vestibular, sendo aprovado para cursar Medicina na UFPE. Tenho cinco filhos nascidos na capital pernambucana, todos formados também pela UFPE, na qual atuei como professor no Departamento de Medicina Social por mais de 20 anos. Em relação à importância da Fiocruz PE, acho que este centro sempre desempenhou relevante atuação em pesquisa desde a sua fundação em 1950, considerando, inicialmente, as doenças negligenciadas (filariose, esquistossomose, doença de Chagas etc.), hoje serviços de referência para o Ministério da Saúde. Nos últimos dez anos, ampliou suas linhas de pesquisa, principalmente em epidemiologia e ambiente, em relação às doenças crônico-degenerativas e à vigilância de doenças emergentes e reemergentes virais, como a AIDS, e a dengue. Outra área de pesquisa e ensino importante está situada no campo das políticas, planejamento, gestão e avaliação voltada para os serviços de saúde do SUS. Por tudo isto, creio que, com essa atuação cada vez mais estratégica enquanto instituição de referência no Nordeste brasileiro, vamos investir para qualificar ainda mais a nossa atuação e contribuir com pesquisas, desenvolvimento tecnológico e ensino, tanto no lato sensu (residência multiprofissional, especialização e aperfeiçoamento) quanto no stricto sensu (mestrado, doutorado e mestrado profissional), para contribuir para com a modificação do atual perfil epidemiológico, nutricional e demográfico nacional, atualmente em processo de transição. 

O que você acha da expansão da Fiocruz para outros estados?
A expansão da Fiocruz deve ocorrer a partir de necessidades estratégicas e lacunas específicas em pesquisa, ensino e desenvolvimento tecnológico existente em alguns estados. Esta deve sempre levar em conta o que já existe e o que é realizado por outras instituições públicas de nível federal, estadual e municipal em cada estado. Além disso, deve otimizar os recursos humanos e orçamentários existente em outras unidades da sede da Fiocruz regionais, favorecendo a integração interinstitucional.

Você já trabalhou no campus da Fiocruz no Rio? Com que freqüência acontece esse intercâmbio entre unidades tão distantes?
Nunca trabalhei na Fiocruz no Rio de Janeiro. Entretanto, acho que existe um importante intercâmbio e apoio em diferentes áreas de atuação, incluindo a de gestão, que pode e deve ser ampliado, potencializando a integração e otimizando uma atuação articulada da Fiocruz no país. 

Quais experiências mais significativas na Fiocruz pode destacar?
Destaco a experiência de trabalhar numa instituição democrática. Poder participar de sua evolução e atuação estratégica no cenário nacional, visando o compromisso de melhorar as condições de saúde e de vida de nossa população. Da mesma forma no âmbito internacional por favorecer a colaboração e o intercâmbio com instituições de pesquisa, ensino, desenvolvimento tecnológico e prestações de serviços de saúde.

O que representa a Fiocruz para você?
Espero poder continuar contribuindo, com trabalho e dedicação, com sua evolução dentro de um projeto nacional atualmente sob a presidência de Paulo Gadelha. Na direção da Fiocruz Pernambuco nestes próximos quatro anos, vou concentrar esforços e desenvolver ações para ampliar seu protagonismo no cenário regional, nacional e internacional. 

Entrevista publicada em 23.06.2009 - Foto: Arquivo Pessoal

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